Projeto prevê punição mais severa para quem fraudar concurso público

Brasil

17/01/2018 às 10h19

Projeto prevê punição mais severa para quem fraudar concurso público

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O deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) defendeu a aprovação do Projeto de Lei (8243/2017), de sua autoria, que aumenta a pena do crime de fraude em certames de interesse público.

 

O tucano lembra da propositura, ao comentar a 2ª etapa da Operação Gabarito desencadeada na última segunda-feira (15) na Paraíba, em Pernambuco e no Distrito Federal contra suspeitos de integrarem uma organização criminosa que fraudou 98 concursos públicos.

 
Segundo o parlamentar, a intenção é dar condições para que os juízes possam punir os infratores de forma mais correta, além de chamar atenção para a gravidade do ato de causar dano à administração pública.

 

A proposta estabelece o aumento da pena para 2 a 8 anos de reclusão e multa para quem cometer as infrações e, por coerência, para quem permitir o ato ilícito, o aumento da penalidade para 4 a 8 anos de reclusão, além da multa.
 

Atualmente, o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/1940) prevê pena de 1 a 4 anos de reclusão, além de multa, para quem utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou alguém, ou de comprometer a credibilidade do certame, conteúdo sigiloso, de avaliações, exames ou concursos de caráter público ou para ingresso em ensino superior.

 

Além disso, a penalidade de reclusão de 2 a 6 anos, e multa, para quem facilitar ou se omitir diante da ação.
 

“A pena prevista hoje é quase um estímulo ao cometimento do ilícito, pois permite, inclusive, a suspensão do processo criminal, nos termos da Lei dos Juizados Especiais”, afirma o deputado, lembrando que a Operação Gabarito revela organização da máfia de fraudes a concursos públicos e que a punição deve ser mais severa para tais práticas.
 

Para ele, é preciso desenvolver instrumentos necessários para que haja uma mudança no Brasil, no qual é evidenciado muitos casos de fraudes em concursos, seja para entrar nas universidades ou para ingressar no serviço público.

 

“Esses crimes não são, a meu ver, de menor potencial ofensivo”, defende.
 
 

Operação Gabarito

 

A operação iniciada pela Polícia Civil da Paraíba em maio de 2017 desarticulou uma organização criminosa tratada como "empresa" pelos mais de 82 suspeitos envolvidos, sendo 31 já presos pela polícia.

 

O grupo fraudou concursos em pelo menos 15 estados, aprovou mais de 500 pessoas e movimentou R$ 29 milhões em 12 anos de atuação.

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