Paraíba faz captação de coração e bate recorde de transplante de fígado

Saude

08/09/2019 às 11h53

Paraíba faz captação de coração e bate recorde de transplante de fígado

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JOÃO PESSOA - Foi realizada, na última sexta-feira (6), a captação de multiórgãos no Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena.

 

Do mesmo doador, um homem de 34 anos, vítima de acidente de motocicleta, foram coletados córneas, rins, fígado e coração.

 

Ao todo, seis pessoas foram beneficiadas com a doação. 

 

De acordo com o diretor da Central de Transplantes da Paraíba, Luiz Gustavo, foi  feita a primeira captação de um coração depois de um hiato de 10 anos.

 

“Ela marca não só o reinício dessa história para a Paraíba, como também motiva toda a equipe da Central e dos hospitais a aumentar mais esse número”, observa. 

 

O coração e o fígado foram levados para Pernambuco, para serem transplantados em um paciente do sexo feminino e outro do sexo masculino, respectivamente.

 

Os rins foram transplantados em uma mulher de 38 anos e em um homem de 50 anos, em João Pessoa.

 

As córneas também ficaram na capital paraibana. 

 

De maneira a agilizar o processo de transporte do coração para ter tempo hábil de realizar o transplante, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) fez a escolta do carro até a divisa da Paraíba com Pernambuco.

 

No local, outra equipe da PRF-PE estava à espera para acompanhar o carro até o Hospital Imip, local do transplante.

 

“Articulamos todo esse esquema com a PRF porque o tempo de vida do coração, depois de retirado do corpo, é de quatro horas. O transporte tem que ser rápido para que aquele órgão sirva para ser transplantado ao chegar em seu destino”, explica Luiz Gustavo. 

 

O chefe substituto da Delegacia Metropolitana da PRF, Rummenigge Rossi, relata que a operação começou no início da tarde com a mobilização de duas equipes, tanto na regional da Paraíba, quanto na regional de Pernambuco.

 

No início da noite, horário em que a equipe saiu com coração para o transporte, os dois carros já estavam a postos para seguir.

 

“A missão institucional da PRF é salvar vidas. Ficamos satisfeitos em saber que, com o nosso trabalho, poderemos ajudar a salvar uma vida”, pontua. 

 

Luiz Gustavo comemora o trabalho em equipe realizado nesta sexta, envolvendo não só o Hospital do Trauma de João Pessoa, como também a PRF e, em especial, a Central de Transplantes da Paraíba.

 

Ele lembra que, só em 2019, já houve um aumento de mais de 200% no número de doações com relação a 2018.

 

Essa semana, inclusive, foi feito o 12º transplante de fígado na Paraíba, um recorde para o estado. Mas o médico intensivista ainda lamenta o fato de que a recusa dos familiares para autorizar a doação ainda é alta, em torno de 75%.

 

“A conscientização da família é muito importante. Encorajar a discussão no ambiente familiar e na sociedade é de grande valia, até porque a principal causa de morte no adulto jovem, nos dias de hoje, é violência externa que também é o principal motivador das doações de órgãos. É importante esse encorajamento familiar para que exista não só um acréscimo estatístico, mas, sobretudo, o crescimento de mais vidas que foram salvas”, observa.

 

A família do doador acompanhou todo o processo de perto.

 

As irmãs Lenilda e Severina disseram que a dor da perda pode ser grande, mas saber que ele pôde salvar seis vidas por meio da doação traz paz e conforto para todos da família.

 

“A equipe da Central nos explicou todo o processo e nos acompanhou de perto, dando todo suporte e apoio. Ao receber a notícia, pensamos um pouco e optamos por autorizar a doação. Nosso irmão vai poder salvar outras vidas. Temos certeza que ele ficaria feliz em saber disso”, afirma. 

 

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