Os soledadenses se deram conta de que compraram gato por lebre

Politica

03/11/2018 às 09h32

Os soledadenses se deram conta de que compraram gato por lebre

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SOLEDADE (PB) - Em termos de município, se fizermos uma análise rápida, percebe-se que o  grande perdedor da eleição proporcional de 2018 no Estado é, sem sombra de dúvidas, o atual prefeito, Geraldo Moura Ramos (PP).

 

Senão, vejamos: ele apoiou para deputado Estadual, Wilson Filho (PTB), que obteve 892 votos, ficando em primeiro, é verdade. No entanto, com uma votação bem abaixo do que era esperado para um candidato apoiado por um  prefeito que distribuiu dezenas de empregos e gastou bastante com cabos eleitorais.

 

Já para Federal, o alcaide apoiou Aguinaldo Ribeiro (PP), e a decepção foi maior ainda, pois seu candidato ficou em terceiro lugar com 947 votos, atrás de Luizinho do Peixe (Patriotas), o primeiro com 1.152 sufrágios, com uma estrutura bem abaixo da campanha milionária de Geraldo e de Wellington Roberto (PR), que recebeu 949 escrutínios.

 

Na região, todos os prefeitos das cidades do porte de Soledade, deram bastante votos aos seus candidatos a Estadual e Federal, ultrapassando a barreira dos mil votos.

 

Em Juazeirinho, por exemplo, os candidatos apoiados por Bevilacqua Matias (Avante), a Estadual e Federal, respectivamente, Genival Matias (Avante) e Ana Cláudia Vital do Rego (PODE), obtiveram 4.047 e 1.827 votos.

 

Em São Vicente do Seridó, a prefeita, Graciete Dantas (PSB), deu 2.11 votos a Buba Germano (PSB) e 1.480 a Aginaldo Ribeiro.

 

Até em Olivedos, onde o eleitorado é três vezes menor do que o de Soledade, Deusinho deu 1.017 votos a Adriano Galdino (PSB) para deputado Estadual.

 

Na cidade de Taperoá, Jurandi Pileque deu 2.368 e 2.021 a Adriano e Ana Cláudia.

 

No Junco do Seridó, bem menor do que Soledade, Antonio Mineral, candidato a deputado Estadual apoiado pelo grupo do atual prefeito, Kleber Medeiros (PSB), recebeu 1.243  votos.

 

Pocinhos, onde o prefeito, Cláudio Chaves (PTB), enfrenta forte rejeição e, inclusive, está com o mandato cassado em primeira instância, deu 1.553 votos ao seu Estadual, Manoel Ludgério (PSD) e 1.081 sufrágios ao seu Federal, Wilson Santiago (PTB).

 

Popularidade em baixa

 

Com uma administração pífia, baseada na política do pão e circo e na perseguição, Geraldo tem atraído a ira da imensa maioria da população que, pasmem, estão com saudades do ex-prefeito, Zé Bento, que deixou a Prefeitura em 31 de dezembro de 2016 com 80% de rejeição.

 

De esperança a uma grande decepção, ele foi eleito se vendendo como um empresário de sucesso e que traria o desenvolvimento a Soledade, baseado na geração de emprego e renda.

 

Mas logo ao assumir a Prefeitura, em janeiro de 2017, a população começou a perceber que comprou gato por lebre e caiu no canto do vigário.

 

O prefeito elevou sobremaneira a carga tributária da alçada do município e ainda queria implantar um projeto para multar a população através de uma Lei de trânsito, que foi derrubado pelos vereadores.

 

Devido ao seu desgoverno, muitos dos seus aliados já começam a se afastar e a criticar, pelo menos por enquanto, nas esquinas, a forma autoritária de administrar de Geraldo, que gasta muito e realiza pouco em benefício dos soledadenses.

 

Da redação

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