Na Paraíba, produção de algodão sustentável chama atenção de estrangeiros

Agricultura

06/09/2019 às 15h14

Na Paraíba, produção de algodão sustentável chama atenção de estrangeiros

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A produção de algodão sustentável, chamou a atenção da missão de estrangeiros composta por técnicos e agricultores da Colômbia, Mali e Moçambique que está conhecendo o Projeto Algodão Paraíba, as práticas de assistência técnica rural e outras atividades executadas pelo Governo do Estado, que estão mudando a vida de agricultores familiares.

 

Na quinta-feira (5), o grupo esteve na comunidade Tapera, no município de Alagoa Grande, e no Assentamento Campos, em Salgado de São Félix, onde a cultura do algodão está mudando o panorama social e econômico familiar.

 
A missão é acompanhada da coordenadora regional do projeto Mais Algodão da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Adriana Gregolin, da coordenadora de Cooperação Sul-Sul da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fernanda Barreto, e de Mônica Salmito, da Agência Brasileira de Cooperação. 

 

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Depois conheceu a realidade da família de Marcos e Rosilda Vitorino, de Alagoa Grande, que trabalha com uma diversidade de culturas para manter uma rotatividade de renda mensal, como inhame, cana de açúcar, beneficia polpa de frutas, fava, amendoim e feijão, mas neste ano decidiu voltar a cultivar uma área de 2 hectares com algodão orgânico, consorciado com gergelim, milho e girassol. 

 
Durante a tarde, o grupo também visitou o Assentamento Campos, onde manteve contatos com produtores rurais e conheceu o plantio de algodão herbáceo colorido rubi, cultivado pelos agricultores Ivanildo Faustino e Severina Ramos (Raminha) e presenciaram uma demonstração sobre o preparo de extrato natural líquido de castanha de caju para o combate dos insetos na lavoura.
 

Presente na comunidade, o coordenador dos Arranjos Produtivos Locais (APL Algodão), Napoleão Nunes, que representa a Unitex na compra do algodão, revela que existe um grande interesse das indústrias que integram a Associação doas Indústrias de Vestuário da Paraíba em adquirir a produção paraibana de algodão.

 

O preço praticado é de R$ 13,50 o quilo do algodão colorido orgânico devidamente certificado.

 

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Novos encontros

 

A visita técnica faz parte do Projeto Cooperação Sul-Sul Trilateral executado pelo governo brasileiro, representado pela ABC/Ministério das Relações Exteriores, pela FAO e países do Mercosul, associados e Haiti e a Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), por meio da Empaer.

 

A programação continua nesta sexta-feira (6), com uma visita a indústria Norfil, em João Pessoa.

 

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A coordenadora de Cooperação Sul-Sul da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fernanda Barreto explicou as razões de ter trazido o grupo para conhecer o Brasil e o trabalho com a produção de algodão em nível de agricultura familiar.

 

“Nós implementamos  um programa de cooperação Sul-Sul, que é justamente o intercâmbio entre países em desenvolvimento, por exemplo, entre o Brasil e outras nações. A OIT tem esse programa de trabalho na cadeia do algodão e trouxemos representantes de Moçambique, da Colômbia e de Mali para conhecer o que está sendo produzido na Paraíba”, explica.

 

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Segundo Fernanda, existe um interesse das nações integrantes do programa de Cooperação Sul-Sul em conhecer a produção de algodão sustentável que vem sendo cultivado na Paraíba.

 

“Aqui temos uma característica que é semelhante aos países de Moçambique, Mali e Colômbia, que são pequenos produtores. Na maior parte do Brasil tem grandes produtores de algodão, mas aqui está se trambalhado com o pequeno agricultor, que se assemelha com estes outros países”, comenta.

 

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Ela ressalta, ainda, que a OIT é direcionada para a organização das famílias produtoras, para as suas condições de trabalho, para a eliminação do trabalho infantil nessas lavouras.

 

“Enfim, para a produção do trabalho decente do começo até o fim da cadeia de valor do algodão”, disse.

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