Mulher que fingiu ser homem para fazer sexo com amiga é condenada

Internacional

30/06/2017 às 23h44

Mulher que fingiu ser homem para fazer sexo com amiga é condenada

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Uma mulher foi condenada por fingir ser um homem por mais de dois anos, numa trama “surpreendente”, para enganar uma amiga e levá-la a fazer sexo com ela. Após um novo julgamento, no qual foi condenada, ela chorou no banco dos réus, dizendo: “Não posso voltar para a cadeia”.

Gayle Newland, de 27 anos, criou uma personagem online “perturbadoramente complexa” para atingir a sua “estranha satisfação sexual”.

Um júri da Manchester Crown Court considerou Gayle culpada por agressão sexual. Gayle usou uma prótese peniana sem o consentimento de sua vítima.

Ela chorou no banco dos réus, sacudindo a cabeça. Em certo momento, chegou a dizer: “Não posso voltar para a cadeia”. Uma das mulheres no júri estava visivelmente perturbada, lutando para conter as lágrimas por causa da angústia de Newland.

O juiz de Manchester, David Stockdale QC, concedeu fiança a Newland na primeira sentença, que foi dada dia 20 de julho. Mas ele disse que havia uma probabilidade “esmagadora” de que ela recebesse “uma sentença de prisão imediata significativa”.

Newland, de Willaston, Cheshire, foi presa em novembro de 2015, condenada a oito anos de cadeia após um júri da Chester Crown Court julgá-la pelas mesmas infrações.

Mas a condenação foi anulada no julgamento de apelação em dezembro do ano passado. Um novo julgamento foi feito sob a premissa de que o caso não foi justo e equilibrado.

Gayle Newland chegando ao Manchester Crown Court para um novo julgamento: Peter Byrne/PA

A autora da denúncia disse que ela foi persuadida pela acusada a usar uma venda nos olhos, em todos os momentos do encontro entre as duas. Ela só descobriu que estava transando com Newland quando removeu a venda.

Newland alegou que sua acusadora sempre soube que ela estava fingindo ser Kye Fortune – um perfil do Facebook que ela criou quando tinha 15 anos de idade, usando fotografias e vídeos de um homem americano. Ela agia como se fosse Kye enquanto tinha problemas em aceitar a própria sexualidade.

Ela disse que nenhuma venda foi usada enquanto as duas fizeram sexo, umas 10 vezes, no apartamento da vítima, em 2013.

A ré também disse ao tribunal que não usou ataduras nos seios ou outros artifícios que escondessem sua aparência e sexo.

A ré passou “centenas” de horas falando ao telefone com a amiga como Kye, e mais de 100 horas em sua companhia.

Gayle Newland, numa foto liberada pela polícia após sua primeira condenação. Créditos: polícia de Cheshire.

Nesses encontros, de acordo com a autora da denúncia, ela era obrigada a usar uma venda, o tempo todo – incluindo assistir televisão juntas, passear de carro e até tomar banhos de sol.

Simon Medland QC disse ao júri: “Essa mulher, manipuladora, enganadora e muito astuta, fez tudo o que pôde para controlar a vida da queixosa e obrigá-la a fazer o que ela quisesse”.

Os vereditos podem ser relatados após consideradas as restrições impostas no início do novo julgamento. Newland foi considerada culpada de três acusações de agressão sexual e inocentada de uma quarta.

O júri, composto de nove mulheres e três homens, chegou a um veredito de 11-1 após deliberar por 17 horas e 25 minutos.

Danny Boyle

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