Mulher fica parcialmente paralisada depois de estalar o pescoço

Saude

26/04/2019 às 09h44

Mulher fica parcialmente paralisada depois de estalar o pescoço

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Natalie Kunicki, que trabalha como paramédica para o London Ambulance Service, estava assistindo a um filme em sua cama com um amigo, depois de voltar de uma noite de festa no dia 4 de março.

 

Ela estalou o pescoço e ouviu um barulho alto, como se algo estivesse se quebrando, de acordo com o Daily Mail.

 

A princípio, a jovem de 23 anos, não deu muita atenção ao barulho, mas quando se levantou para ir ao banheiro, 15 minutos depois, ela caiu e não conseguiu mover a perna.

 

“Meu amigo teve que vir me pegar,” disse ela.

 

“Ele pensou que eu estava embriagada, mas eu sabia que algo estava errado”, complementa.

 

A princípio, Natalie pensava que havia sido drogada.

 

A paramédica demorou 10 minutos para ligar para o serviço de emergência, porque não queria que seus colegas chegassem e a encontrassem embriagada.

 

“Eu achava muito pouco provável que fosse um derrame, mas deveria ter cogitado esta hipótese", lembra.

 

Natalie tentou dormir, mas acabou decidindo pedir ajuda.

 

Ela foi levada ao hospital numa ambulância e percebeu que algo estava muito errado no caminho: sua coordenação estava prejudicada, e sua frequência cardíaca e pressão sanguínea estavam “extremamente altas”.

 

Os médicos descobriram que ela havia rompido a artéria vertebral, localizada no pescoço. Esta ruptura levou à formação de um coágulo no cérebro, desencadeando o derrame.

 

“Mais tarde, os médicos me disseram que foi o estalo no meu pescoço que provocou a ruptura da artéria vertebral”, afirma.

 

“Foi algo muito espontâneo e a chance disso acontecer é uma em um milhão”.

 

Natalie foi rapidamente encaminhada para uma cirurgia que durou três horas e, embora os médicos tenham conseguido reparar sua artéria, não conseguiram remover o coágulo no cérebro (mas afirmam que ele irá se dissolver com o tempo).

 

O derrame deixou o lado esquerdo de Natalie completamente paralisado.

 

“No começo, eu não conseguia mover meu dedão nem o indicador”, observa.

 

“Eu conseguia mover meu pulso para cima e para baixo, mas não conseguia levantar meu braço. Eu conseguia dobrar minha perna esquerda, mas não podia mover os dedos do pé”.

 

Natalie está recuperando sua mobilidade e já consegue caminhar, mas apenas por cinco minutos.

 

Os médicos não sabem ao certo quando e se ela vai conseguir se recuperar completamente.

 

“Eu sou muito desajeitada. Não consigo abotoar nada, porque acho muito difícil. Agora consigo sentir frio e calor, mas ainda me sinto um pouco anestesiada”, explica.

 

“As pessoas precisam saber que, mesmo que você seja jovem, algo tão simples pode causar um derrame. Eu nem estava tentando estalar o pescoço; eu simplesmente me movi e aconteceu”.

 

Por Korin Miller

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