Mourão dá explicações para um 'constrangido' Bolsonaro

Brasil

09/01/2019 às 17h43

Mourão dá explicações para um 'constrangido' Bolsonaro

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BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro (PSL) ouviu explicações do vice-presidente Hamilton Mourão sobre a promoção a assessor especial da presidência do Banco do Brasil que o filho dele, Antônio Hamilton Rossell Mourão, recebeu. Com o novo cargo, ele vai receber R$ 36 mil, o triplo do valor atual.

 

O motivo de Bolsonaro ter cobrado Mourão foi sua bandeira de campanha: após tomar posse, prometeu ir contra os privilégios e a favor da meritocracia no serviço público.

 

A promoção do filho de seu vice, após esse discurso, pegou mal para o presidente e sua equipe.

 

Mas ao falar com o presidente, Mourão afirmou que a promoção de seu filho aconteceu por “mérito” e que não havia ocorrido antes porque Rossell Mourão teria sido “duramente perseguido” em gestões anteriores.

 

O filho do vice trabalha no Banco do Brasil há 19 anos, sendo 11 deles na Diretoria de Agronegócios.

 

Dentro do Banco do Brasil a decisão também foi vista com estranheza. Isso porque quase que necessariamente, os servidores que ocupam essa posição costumam ocupar cargos de destaque anteriormente, adquirindo uma dita necessária experiência interna dentro do banco.

 

De acordo com o Estadão, o vice procurou Bolsonaro e explicou que não tinha nenhuma interferência na promoção de seu filho.

 

Segundo auxiliares do Governo, o presidente evitou fazer comentários sobre a indicação.

 

Os mesmos auxiliares relatam que o clima, no entanto, foi de “constrangimento”.

 

Em nota, Rubem Novaes, novo presidente do BB e responsável pela promoção, defendeu a indicação, afirmando que Rossell Mourão possui “excelente formação e capacidade técnica”, além de afirmar que o filho do vice é de “absoluta confiança e foi escolhido para assessoria, e nela continuará, em sua função de competência. O que é de se estranhar é que não tenha, no passado, alcançado postos mais destacados no banco”, encerra.

 

Também em nota, o Banco do Brasil afirma que o cargo é de “livre provimento da presidência do BB e a nomeação atende aos critérios previstos em normas internas e no estatuto do banco”.

 

Fonte: Futura Press

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