Mãe denuncia negligência de creche em Santo André para com seu filho autista

Educação

10/06/2019 às 10h43

Mãe denuncia negligência de creche em Santo André para com seu filho autista

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SANTO ANDRÉ (PB) - Jéssica Costa Nascimento, é mãe de uma criança autista de quatro anos e vive um drama, pois, segundo ela, que manteve contato com a redação do helenolima.com nesta segunda-feira (10) pela manhã, a creche Municipal não oferece condições para que o seu filho estude e possa conviver com outras crianças.

 

Jéssica relata que seu filho está há duas semanas sem ir à creche porque a direção alega que não há profissionais capacitados para lidar com crianças autistas.

 

Mas segundo ela, neste pequeno município caririzeiro, há sim ao menos dois profissionais aptos para trabalharem com autistas.

 

No entanto, prossegue a mãe, a Prefeitura não tem nenhum interesse em resolver o problema do seu filho porque ela é uma pessoa pobre. Ou seja, não tem posses e o Governo da atual prefeita, Silvana Marinho, despreza quem não tem posses.

 

Conselho Tutelar e MP já foram acionados

 

A mãe tem travado uma luta inglória em busca dos direitos do seu filho e já procurou o Conselho Tutelar da cidade, que chamou as partes para uma conversa, mas que não deu resultados práticos.

 

Também já procurou o Ministério Público (MP) e nada foi resolvido, pois seu filho continua a ser prejudicado na creche.

 

"Tive que tirar o meu filho da creche por conta própria, porque ele não estava tendo os cuidados necessários devido aos problemas que ele tem. Outro dia desse, meu irmão e minha cunhada, que têm uma barraquinha em frente a creche, escutaram uns gritos do meu filho e, quando meu irmão foi vê, ele estava lá, jogado em um canto e as funcionárias não estavam nem aí pra ele. Então meu irmão pegou o meu filho e trouxe para casa", afirma Jéssica.

 

Negligência nos cuidados com a criança

 

A mãe conta ainda que na creche, a frauda que é colocada no pequeno não é adequada ao tamanho do seu filho e que por isso ele já chegou em casa todo cortado e a roupa dentro de uma sacola toda defecada e urinada.

 

"Do jeito que tiraram a roupa do meu filho toda defecada e urinada, colocaram dentro de uma sacola e botaram dentro da bolsa dele e mandaram pra casa. Eu sempre digo lá na creche que ele faz isso porque não sabe. Mas não estão nem aí. A situação está muito difícil", lamenta-se.

 

Também o menino passa fome na creche, pois chega em casa pedindo comida.

 

"Estou pedindo o que é de direito, pois não vou passar a vida toda com o meu filho dentro de casa sem está na creche por falta de adequação deles lá?", indaga Jéssica.

 

Falta de medicamento

 

Jéssica lembra ainda que o seu filho precisa tomar três tipos de medicamentos, mas que a Prefeitura também negligencia nesta parte, pois não faz a doação e ela, uma pessoa carente e sem ter um soldo, sofre bastante.

 

"A medicação a Prefeitura é raro me dá, porque meu filho toma três tipos de medicamento e uma vez no mês, me dão só uma qualidade e quando tem, pois tem mês que o medicamento falta. Só eu sei o que estou passando com o meu filho. A minha situação é muito difícil. Já procurei a secretaria de saúde e faz 8 dias que não obtive resposta".

 

Ela pede ajuda de quem puder contribuir, pois seu filho vai passar por um consulta em uma clínica particular na cidade de Campina Grande e o exame custa aproximadamente R$ 400.

 

Quem poder ajudar entre em contato diretamente com Jéssica, através do Whats app 83 98694 2390.

 

"Como mãe, me sinto morta por dentro", conclui.

 

A creche em questão é dirigida por Gildete Benjamim, cunhada da prefeita.

 

Da redação

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