Execução de condenado é suspensa diante de nova evidência de DNA

Internacional

26/08/2017 às 21h21

Execução de condenado é suspensa diante de nova evidência de DNA

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O governador do Estado de Missouri, suspendeu no último, momento uma execução de um homem que estava programada para a última terça-feira (22).

 

Seus advogados alegaram que uma nova prova de DNA o inocentaria de um assassinato cometido em 1998.

 

O governador Eric Greitens suspendeu a execução de Marcellus Williams, 48 anos, que foi condenado por esfaquear mais de 40 vezes uma mulher enquanto roubava a residência da vítima, no Missouri.

 

Sua execução estava prevista para as 23H00 GMT (20H00 de Brasília), por injeção letal.

 

Entretanto, o governador outorgou uma inesperada suspensão a Williams, que durante quase duas alega inocência e cujos advogados, argumentando um erro judicial, haviam apresentado recursos nos últimos dias, incluindo a Suprema Corte dos Estados Unidos.

 

Sua defesa alega que em uma nova perícia feita na arma utilizada para cometer o assassinato, foi encontrado o DNA de outra pessoa que não o de Williams.

 

As provas de DNA não estavam disponíveis na época do julgamento.

 

"A evidência de DNA neste caso apresenta uma informação realmente convincente (...) de que Marcellus Williams é inocente do crime", escreve o seu advogado, Kent Gibson à Corte na segunda-feira (21).

 

"Para aplicar a pena de morte, o povo de Missouri deve ter certeza do critério de culpabilidade", comunica o governador.

 

Greitens indicará em breve quem integrará a comissão de investigação do caso, que será composto por cinco membros, incluindo ex-magistrados.

 

A suspensão é um revés para os procuradores do estado, que afirmam que há provas suficientes para assegurar a culpabilidade de Williams, incluindo a descoberta de objetos pessoais da vítima no veículo do condenado, além da existência de duas testemunhas que declararam que Williams havia confessado o assassinato.

 

Gipson havia requisitado à Suprema Corte dos Estados Unidos a suspensão da execução até que a nova evidência seja completamente comprovada, ainda que o Tribunal Superior de Missouri tenha negado na semana anterior uma solicitação similar.

 

Antes do anúncio do governador, um grupo de opositores pretendia protestar contra a pena de morte nesta terça-feira em vários locais deste Estado norte americano.

 

Argumentam que a raça foi um fator determinante na condenação de Williams, que é negro.

 

Williams foi condenado por um júri composto por 11 brancos e um negro, após seis jurados negros terem sido descartados durante um processo de recusa.

 

Fonte: AFP

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