Ex-prefeito de Barra de Santa Rosa e pai do atual gestor é denunciado pelo MPF por tráfico de influência

Paraíba

13/08/2019 às 20h36

Ex-prefeito de Barra de Santa Rosa e pai do atual gestor é denunciado pelo MPF por tráfico de influência

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O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou a sétima denúncia no âmbito da Operação Recidiva contra o ex-prefeito de Barra de Santa Rosa, no Curimataú paraibano, Alberto Nepomuceno, que é pai do atual prefeito, Neto Nepomuceno (DEM) e o empresário, Madson Fernandes Lustosa.

 

Ambos são acusados de tráfico de influência envolvendo obra de uma escola em Barra de Santa Rosa.

 

Madson já foi condenado em outras ações da Recidiva e as penas já ultrapassam os 52 anos de detenção e reclusão.

 

Atualmente, ele está preso, cumprindo dois mandados de prisão preventiva, no presídio de Patos.

 

Segundo o MPF, o crime descrito na sétima denúncia ocorreu, principalmente, quando do pagamento da segunda medição da obra em escola pública padrão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com 12 salas, objeto da Concorrência n. 01/2017.

 

“Alberto Nepomuceno, mandou mensagem via aplicativo WhatsApp para Madson Lustosa, com conta bancária para depósito em nome de Judivaldo F. Oliveira. Quando interrogados, os denunciados não souberam explicar quem seria essa pessoa e porque seus dados bancários teriam sido usados”, relata o procurador do MPF na ação.

 

Em 22 de agosto de 2018, a Prefeitura de Barra de Santa Rosa empenhou e pagou a construtora Melf, de propriedade de Madson, cerca de R$ 59 mil, menos os encargos que foram retidos pela contratante.

 

Ainda segundo a ação, interceptações telefônicas indicam que Madson pagou a Alberto (e a pessoas por ele indicadas) montantes para obter acesso facilitado aos trâmites burocráticos da Prefeitura, notadamente junto a fiscalização de engenharia e pagamento das medições pela tesouraria.

 

A Melf executava a obra da escola, no valor de R$ 3.402.896,79, quando da deflagração da Operação Recidiva.

 

Prefeito de fato

 

De acordo com o MPF, Alberto, prefeito de Barra de Santa Rosa por três mandatos (1981 a 1982, 1993 a 1996 e 2000 a 2004), embora não possua atualmente nenhum vínculo formal com a Prefeitura, atua como se fosse o “prefeito de fato”, prestígio mantido pelo fato de ser pai do atual gestor.

 

“Tal influência do denunciado chegava a se estender, por exemplo, para a indicação de, pelo menos, uma dezena de trabalhadores para a empesa Melf na construção da escola”, relata o membro do MPF na denúncia.

 

Reincidente

 

Alberto já foi condenado a prisão por improbidade administrativa na época que era prefeito da cidade.

 

Ele cumpriu a pena na Cadeia Pública de Barra de Santa Rosa, em regime semiaberto e, nos finais de semana e feriado, ficava detido na unidade prisional.

 

Recentemente, um posto de combustível que lhe pertence, mas que está em nome de dois filhos, venceu uma licitação na Prefeitura de Barra de Santa Rosa no valor de R$ 1 milhão.

 

O posto em questão fica na cidade do Damião, vizinho a Barra de Santa Rosa.

 

Da redação com informações do MPF e Jornal da Paraíba

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