Estudantes do Cariri discutem pleitos da Educação no Campo na Assembleia

Educação

25/04/2019 às 09h50

Estudantes do Cariri discutem pleitos da Educação no Campo na Assembleia

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JOÃO PESSOA - A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) recebeu, nesta quarta-feira (24), a visita de estudantes dos cursos de Educação do Campo e de Sociologia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campus Sumé, para conhecer a estrutura interna e o funcionamento administrativo da Casa de Epitácio Pessoa.

 

Na ocasião, os alunos usaram o plenário do Parlamento para discutir, com a deputada estadual Estela Bezerra (PSB), a inclusão do perfil dos profissionais de licenciatura em Educação no Campo no edital dos concursos públicos da Paraíba.


Para Estela, é fundamental que haja o aprofundamento do fortalecimento na educação do campo no Brasil.

 

“Existe um movimento de luta pelo direito de educação no campo, que vai desde o não fechamento das escolas que estão no perímetro rural até o conceito de educação no campo. É um conteúdo pedagógico e uma forma de fazer que respeita não só as tradições, mas também os modos de produção e de vida do campo no nosso país, que deve ter condições de vida, tecnologia e respeito àquele ambiente”, afirma.


Um dos representante do Centro Acadêmico dos Estudantes da Educação no Campo, Danilo Farias, falou que a falta de vagas nos concursos demonstra uma falta de reconhecimento na área.

 

“É um curso reconhecido no MEC desde 2015 e que, de certa forma, não nos sentimos contemplados. O Poder público deve reparar esse olhar para a licenciatura, que vem fazendo bons trabalhos já há 10 anos no Cariri paraibano e nacionalmente a gente tem uma visibilidade muito boa também, com práticas interessantes que não são tão vistas”, explica.
 

Os estudantes também debateram a ampliação do número de vagas nos concursos para a licenciatura em Sociologia e Filosofia.

 

“Esse último quantitativo foi de apenas seis vagas para os dois cursos, o que não nos contempla. Nós não queremos migalhas e eu falo não só como representante do nosso Centro Acadêmico de Ciências Sociais, na representação estudantil, mas também como futuros profissionais de educação básica no Brasil”, finaliza a estudante, Gleicilene Siqueira.

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