Empasa orienta alunos da UFPB sobre tecnologia de compostagem

Educação

15/08/2018 às 10h51

Empasa orienta alunos da UFPB sobre tecnologia de compostagem

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O destino correto e a transformação de resíduos orgânicos em fertilizante natural feito pela Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviços (Empasa) têm chamado a atenção de produtores, cooperativas, governos municipais, pesquisadores, e agora, chega a um dos centros de excelência de ensino superior na Paraíba.

 

Alunos de Engenharia Ambiental e Gastronomia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) iniciaram, nesta terça-feira (13), um treinamento sobre compostagem orgânica, oferecida pela estatal.

        

O curso sobre Compostagem da Empasa está sendo oferecido a 20 alunos da UFPB, com o apoio da Comissão de Gestão Ambiental (CGA).

 

A programação é composta de 20 horas/aulas práticas e teóricas, no período de 13 a 24 deste mês, e estão sendo ministradas na sala 16 da CGA, na reitoria da universidade, e na sede da Empasa, no bairro do Cristo, na capital, ambas as modalidades, no turno da tarde, das 14 as 18 horas.

 

De acordo com Tarcísio Valério da Costa, economista e membro da Comissão de Gestão Ambiental da UFPB, a universidade, por meio dessa comissão, vem desenvolvendo vários programas, e um deles é a reciclagem que faz parte da coleta seletiva solidária.

 

“Vendo a necessidade de aperfeiçoamento, buscamos essa experiência da Empasa para fortalecer esse processo que já é feito pelos bolsistas”, comentou.

 

Ele adianta que o campus I, em João Pessoa, já possui 12 composteiras, feitas só com vegetais, cuja matéria prima é oriunda dos galhos e folhas coletados pelo setor de serviços gerais, e a meta agora é enriquecer o fertilizante já produzido com material orgânico, proveniente do Restaurante Universitário.

 

Segundo a gestora ambiental da Empasa, Silvana Alves, após oito anos de implantação desse programa, ministrar o curso para alunos da UFPB, mostra o alto nível de trabalho da estatal.

“Isso prova que o trabalho está evoluindo, crescendo muito, ao ponto de chegar na UFPB. Isso é um marco para o nosso trabalho. A transferência de tecnologia pela Empasa vem dando certo”, destaca.

 

O aluno do 2º período de Engenharia Ambiental da UFPB, João Paulo Rodrigues, disse que a iniciativa da Empasa é excelente, visto que a empresa vem destinando corretamente o seu resíduo orgânico há 8 anos,  no qual 500 toneladas do produto passaram por transformação.

 

“Precisamos mudar hábitos de vida para gerar a sustentabilidade do planeta, pois os recursos estão se esgotando, e a forma como a produção e a economia caminham esse planeta não vai suportar”, adianta.

 

Ele lembrou que como estagiário da Comissão de Gestão Ambiental da UFPB surgiu a oportunidade de fazer o treinamento ofertado pela Empasa e isso vai servir para aprofundar e adquirir conhecimentos na área.

 

“Hoje uma das grandes questões é destinar corretamente os resíduos que produzimos, sem dar o retorno. O aterro sanitário foi concebido para receber somente o rejeito, e lá até 60% é formado por material orgânico.Temos que mudar o padrão de consumo, reutilizar o máximo possível”, salienta.

 

João Paulo disse que a Empasa criou um ciclo de gestão em meio ambiente: o resíduo orgânico se transforma em adubo que vai ser destinado a produção de alimentos, os alimentos (hortifruti e outros) serão comercializados e o resíduo orgânico gerado na comercialização se transforma novamente em adubo.

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