Em Santo André mais de 20 alunos de pedagogia são enganados com promessa de diploma de graduação

Educação

28/01/2019 às 11h04

Em Santo André mais de 20 alunos de pedagogia são enganados com promessa de diploma de graduação

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Após extensa reportagem exibida neste domingo (27) pelo Fantástico da rede Globo, com relação as instituições de ensino superior fajutas que ofereciam diplomas de graduação para pessoas em estados nordestinos e que não são reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC), o helenolima.com recebeu denuncias de um caso idêntico que aconteceu na cidade de Santo André, no Cariri paraibano e que envolve a União de Escolas Superiores da (Funeso)  da cidade de Olinda, no Pernambuco e que não é reconhecida pelo MEC.

 

Foral lesados com a promessa do diploma em pedagogia, 22 alunos, que ingressaram na instituição em 2013 no curso de pedagogia.

 

A Funeso chegou a Santo André por intermédio de Naedja Morais, que é da cidade e trabalha para a instituição de ensino.

 

A secretária Municipal de educação a época era Cristiane Alves, que atualmente é vereadora em Santo André pelo MDB.

 

Ela ficou como coordenadora do curso de pedagogia e acomodou os alunos nas dependências da escola Municipal Fenelon Medeiros.

 

O curso foi vendido com duração de quatro anos e as aulas aconteciam duas vezes por mês, aos domingos, das 8 as 15 horas e o preço da mensalidade para cada aluno era de R$ 200.

 

Dos 22 alunos, alguns dão aulas para a rede Municipal e o não reconhecimento do diploma por parte do MEC, tem ditado o sono de muitos deles, pois foram enganados, tiveram prejuízos financeiros de mais ou menos R$ 10 mil cada um e, além disso, sentem-se envergonhados por terem caído no golpe.

 

Por isso, apesar de procurem o portal para denunciar tal fato, pediram para não ser identificados porque estão cabisbaixos devido a enganação da Funeso.

 

De acordo com a portaria de número 907, de 24 de dezembro de 2018 e publicada no Diário Oficial da União em 26 de dezembro do mesmo ano, o MEC aplica a punibilidade de descrendiciamento da Funeso, determinando  a "vedação de ingresso de novos estudantes e a "entrega de registros e documentos acadêmicos aos estudantes no prazo máximo de seis meses", dentre outras sanções.

 

Notas

 

Nossa equipe de reportagem manteve contato com a ex-secretária e atual vereadora, informando-lhe ainda neste domingo a noite, a respeito das denuncias e se colocando a disposição para ouvir a versão de Cristiane, mas ela não respondeu nossas mensagens até o fechamento desta reportagem.

 

Porem deixamos o espaço aberto para que ela, que foi coordenadora do curso de pedagogia da Funeso, possa se pronunciar, se assim o desejar.

 

Sobre Naedja, não conseguimos manter contato com ela, mas da mesma forma, o espaço prossegue aberto para que ela se manifeste.

 

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Da redação

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