Denúncias de sucateamento do SAMU de Soledade abalam Governo capenga de GM

Saude

19/11/2017 às 20h15

Denúncias de sucateamento do SAMU de Soledade abalam Governo capenga de GM

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SOLEDADE (PB)  - O helenolima.com investiga há pelo menos 10 dias o caos instalado no SAMU da cidade e descobriu várias irregularidades, principalmente na questão do salário dos profissionais, que está atrasado.

 

De acordo com relatos colhidos junto a pessoas do próprio SAMU, o Governo do Estado, que se gaba ao dizer que paga aos funcionários em dia, só pagou 20 dias aos médicos e enfermeiros, deixando 10 dias para a Prefeitura soledadense pagar.

 

As férias dos funcionários do SAMU soledadense foram suspensas há mais de 6 meses e ainda não há garantias de que serão liberadas para o início de 2018.

 

 

A estrutura é precária porque não há material de higiene tampouco papel higiênico

 

A água que os profissionais bebem, vem de uma cacimba sem tratamento e todos que a consomem adoecem durante o plantão.

 

A ambulância do suporte avançado, por exemplo, está no conserto há mais de 4 meses, assim como o respirador também, equipamento que faz toda a diferença na hora de salvar uma vida e não há previsão de retorno.

 

Para piorar ainda mais a situação, a ambulância do SAMU que ainda estava funcionando,  quebrou durante uma ocorrência na madrugada deste domingo (19).

 

A gente já vem no sufoco há muito tempo. Mas essa questão dos salários é a que mais indigna nós funcionários do SAMU", diz uma pessoa do quadro, que pediu para não ser identificada temendo represálias por parte do prefeito, Geraldo Moura Ramos (PP), que é perseguidor ao extremo.

 

O outro lado

 

De acordo com o secretário Municipal de saúde, Miranda Neto, contactado pelo portal, a ambulância do SAMU quebrou, como qualquer carro quebra.

 

"A outra ambulância foi acometida de um acidente na BR 230, no caminho de Juazeirinho e está na oficina fazendo o serviço. Demorou um pouco por conta do seguro", afirma.

 

Miranda afirma que já mandou a ambulância grande para ficar no SAMU e disse que nesta segunda-feira (20) a outra ambulância será consertada.

"Com relação a água, ela não vem de cacimba e é mineral. O fornecedor é Beto do Mercadinho e material de higiene não faltou em nenhum momento. Sempre estamos atento a esse detalhes", pontua o secretário, acrescentando ainda que não há salários atrasados em nenhum setor da saúde.

 

O respirador, que está há vários meses quebrado, de acordo com Miranda, está com um técnico que presta serviços ao municipio e já está sendo consertado

 

Denúncias mantidas

 

Novamente, mantivemos contatos com pessoas ligadas ao SAMU, que reafirmaram todas as denúncias e disseram que chegavam a trocar papel higiênico por água com Beto do Mercadinho, pois a Prefeitura não havia pago a conta e ele cortou o fornecimento.

 

"Realmente nenhum setor tem água mineral há muito tempo. Mas no SAMU, a gente estava conseguindo em Beto. Nós pedíamos papel higiênico e ele trocava por água mineral lá. Então, por isso que estava indo água para o SAMU.Mas só que não pagaram a Beto e, por isso, está cortado água e papel".

 

"Estamos sem material de limpeza há três meses e funcionários chegaram a tirar do próprio bolso para comprar. Tá sem condições de trabalhar".

 

"A água quem tome morre de dor de barriga no plantão. Nem no banheiro dar pra ir. Imagine você com dor de barriga tento que usar um banheiro em pé. Não dar pra sentar. É podre".

 

"Num plantão de 24 horas, nem um cafezinho nós temos o 'conforto' de ter. Só se comprar do próprio bolso".

 

Salários

 

"O salário do SAMU é custeado 50% pelo Governo Federal, 25% pelo Estado e 25% pela Prefeitura".

 

"Acontece que o Estado não tem regularidade e o município de Soledade nunca entra com nada".

 

"O prefeito, Geraldo, encontrou uma nova fórmula de pagar os salários dos plantonistas do SAMU (médicos e enfermeiros)".

 

"Ele resolveu que irá fechar a folha do dia 20 do mês ainda no dia 21 do mês subsequente".

 

"O que acontece? Dez dia do mês anterior ficará ao 'deus' dará. Nunca mais veremos. Em média, cada profissional perdeu dois plantões. Um plantão de uma enfermeira custa R$ 500 e de um médico, R$ 1.500".

 

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Da redação

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