Com crise do FIES estudantes recorrem a provedores para bancar faculdade

Educação

22/07/2019 às 11h48

Com crise do FIES estudantes recorrem a provedores para bancar faculdade

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Ao completar 20 de existência, o Fundo de Investimento Estudantil (Fies) registrou a mais alta taxa de inadimplência de sua história.

 

De cada cinco estudantes que usaram fundo para pagar a faculdade, três não conseguem quitar suas pendências. Os acordos acumulam uma dívida que atinge mais de R$ 13 bilhões.

 

Especialistas advertem que a chamada geração Y – pessoas nascidas entre meados dos anos 90 até o início de 2000 – pode se ver mergulhada em dívidas em decorrência dos programas de crédito estudantil.

 

Para os jovens que têm como objetivo uma formação universitária para se qualificar no mercado de trabalho, a única opção é buscar alternativas para reverter a situação e não ter que abandonar os projetos de formação acadêmica e de carreira.

 

Desde 2015, a plataforma de relacionamentos Meu Patrocínio, vem registrando um crescimento no cadastro de sugar babies de nível universitário.  Dos inscritos no site, 76% estão cursando uma faculdade e, destes, 87% em uma instituição privada.

 

Universidade Paulista (UNIP), Pontifícia Universidade Católica (PUC), Estácio e Anhembi Morumbi são as faculdades mais citadas pelos usuários do site, assim como os cursos de direito, administração, enfermagem, pedagogia e medicina.

 

Para os babies, masculinos e femininos, com uma média de 23 anos de idade, jovens atraentes, ambiciosos e com objetivos claros na vida pessoal e profissional, a figura de um “provedor” representa a possibilidade de não abrir mão ou adiar os planos de uma educação de qualidade.

 

Sugar Dadies e Mommies estão desempenhando este papel. Como pessoas maduras e bem-sucedidas, em acordos pré-estabelecidos pela relação sugar, garantem uma renda suplementar aos seus “protegidos” de forma que possam dar continuidade à sua formação.

 

Jennifer Lobo, fundadora e CEO da plataforma, avalia que “os jovens sabem muito bem o que esperam da vida e, principalmente, reconhecem a importância da educação e da formação para a escalada social. Esta geração está apta a utilizar todos os recursos disponíveis para conseguir os seus objetivos. Babies, daddies e momies são honestos com relação às expectativas e cumprem o que foi estabelecido. É assim que universitários têm conseguido se formar, fazer cursos de especialização no exterior, aprendido um novo idioma. Quando encontram um provedor, acabam estimulando outros a fazer o mesmo, ou seja, a aproveitar um relacionamento com benefícios mútuos”.

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