Como denunciar e salvar a vida de mulheres em situação de violência?

Geral

15/02/2019 às 22h49

Como denunciar e salvar a vida de mulheres em situação de violência?

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Apesar de a lei Maria da Penha estar em vigor há 12 anos, ainda é presente a cultura explicitada pelo ditado “em briga de marido e mulher não se mete a colher”.

 

Segundo registros da imprensa, na noite dessa quinta-feira (14), o marido espancou Maria de Lourdes Gomes da Silva em plena rua Professor José Coelho, no Centro, em João Pessoa, na presença da filha de três anos de idade, no entanto, o caso não foi registrado no Centro Integrado de Operações Policiais (CIOP).


O serviço recebe aproximadamente mais de três mil ligações por dia de forma geral.

 

 

Segundo a capitã e coordenadora de plantão, Ednalva Bezerra, a polícia precisa ser informada em casos de violência contra mulher.

 

 

A primeira atitude que qualquer pessoa pode fazer, sem precisar ser identificada, é ligar para o número 190, em seguida, caso a vítima esteja machucada deve-se acionar o Samu ou Corpo de Bombeiros.

 


“Não houve nenhuma chamada ontem para o Ciop, no caso da mulher espancada no meio da rua. Isso torna mais difícil saber como aconteceu, socorrer a vítima e acionar a delegacia de mulheres. Orientamos que as pessoas não devem tomar nenhuma atitude extrema, como usar arma de fogo ou outros objetos para salvar a vítima, pois dependendo de cada situação quem será transformado em agressor é a própria pessoa que está tentando proteger a vítima. Também não adianta ficar olhando e não fazer nada. Cada caso exige uma ação, mas não podemos ficar omissos”, disse a capitã.

 


De acordo com o Ciop, é preciso compreender que a mulher que está em situação de violência doméstica vive dentro de um ciclo de violência, que muitas vezes demora ser fechado.

 

 

“A mulher sente medo, perdoa e até mesmo tenta proteger o agressor informado que não houve agressão. A população, no entanto, não deve temer e alimentar o ciclo. A denúncia é o melhor que pode ser feito. Pode evitar a morte, pois basta uma ligação para salvar uma vida de uma mulher”, alerta.

 


Como proceder:

 

 

Em situações como a de Maria de Lourdes, a orientação é ligar diretamente para a polícia, pelo 190.

 

 

Explique que está tendo uma agressão e que uma pessoa pode estar em situação de risco de vida.

 

 

Não precisa se identificar.

 

 

No caso de medidas protetivas, como suspensão de arma do agressor, afastamento do lar, distanciamento da vítima ou auxílio de força policial, é a própria vítima que pede.

 

 

A decisão pode ser tomada por um juiz em até 48 horas.

 

 

Na Paraíba, o Governo disponibiliza um celular ligado ao Ciop pelo Programa SOS Mulher, para mulheres com risco de morte.

 

 

O sistema tem GPS e a vítima tem contato direto com a guarnição policial, delegada e tem prioridade no atendimento.

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